"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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8 de jun. de 2012

FLOR NEON





era um sapato amarelo
tudo era tão belo
na pista um dancing
parecia que sim
sua mão, duas mãos
diziam sim
tua boca em silencio
só respirar
o ar de todo Hair
de tudo, tudo
a minha flor
nos cabelos
despencava
afrodisiaca que sim
como não existisse
dia triste
amor insincero

pois era tudo
elo, elo
tão belo
do tempo Hair
aos pés
amarelos, Amor!
uma enorme flor
o neon


CINTIA THOMÉ












Foto manipulada-cintiathome





1 de fev. de 2012

borboletar


Alguma coisa me diz que há algo que farfalha em mim quando penso como é bom 'borboletar' pelo o amor...talvez falte acrescentar silabas entre palavras poéticas, há o vácuo e é onde caio e posso virar um inseto insignificante...


CÍNTIA THOMÉ











foto: Fotografa Mariah - Olhares

1 de set. de 2011

estranheza






estranho
essa estranheza machuca
sinto um barco
atrás do meu coração
com vontade de ancorar
a tempestade passou
revolto por muito tempo
sem notícias
mas essa paixão navegante
está no cais
e diz ais


cintia thome



09.2011

















imagem: @cintiathome litoralnortesp2009

9 de mar. de 2011

LITERATURA ANTONIO CALLONI






DESIDERATO



quero te contar a meia voz uma história de bestas e santos
quero te escrever secreta e despudorada
quero você deitada de lado sem a dor do músculo
quero tuas coxas de leão, tua música sem letra, teu som original
...quero um rasgo em duas vozes, o ...estado quente do teu vício
quero de ti, minha menina, tua boca adestrada
quero de ti, meu bem querer, a fraude amorosa
quero de ti, minha mulher, tuas carnes redentoras
quero de ti, minha poetisa, tua joia disforme
quero de ti, minha amada, a paciência de anjo
mulher, do sonho quero a flecha, da vida quero o lume
e da festa quero o felino
quero os quinze quilos do filho, do pai de um espírito santo
quero concordar com o xingamento
jogar fora o amor próprio
quero do firmamento a imagem de um cristo
quero um nobre metal, uma nave, uma embarcação
quero de meu pai sua calibre vinte, cano duplo
quero de minha mãe seu interno oceano
mulher, contigo eu quero as igrejas, os bordéis, os castigos
a boaventura eu quero, mulher, contigo
quero ganhar no jogo, inventar um degrau
das luas quero a rajada
levantar, lavar pedras
batizar minha cabeça com sangue de bode
quero fuzis, balas, tambores, estandartes, duelos, pão e vinho
quero a embriaguez e suas vertigens, mulher
contigo, sempre contigo.



Antonio Calloni ,Desiderato

Livros Publicados Clik























IMAGEM GOOGLE

24 de fev. de 2011

Fios


Fios

Romper as linhas do destino
arrebentar colares como o mar
poderia ter vindo buscar-me
catando pérola nas conchas
Entre os fios de ouro
Dos clarões que borbulham
ao sol que derrete
A mim
Eu me arrebento,
esgoto-me nos limites
do universo
na areia sozinha


por que sua mão
é tão improvável?


Cintia Thomé






















............
@Foto @Cíntia Thome - ' Cinzas fev2001guaecá

26 de nov. de 2010


No canto
Existe um pouco de palha
Um pouco do perigo
Um pouco de mágoa
Arde sem doer
Dói sem arder

Um fogo
Uma alma de desejo
Um rio, labareda
Que corre na veia
A um lugar que não sei
Não vejo, nem você
Mas sei, existe

Pulsa como eu
Queima como eu
Encontro das águas
Das mágoas
Inflama, flama
Sufoca, cala

Boca do rio
Salga, salga
Beijo mar
Amar, amar
Parar, parar

Ver-te onda
Eu, areia
Te sentir bater
E nós, por que não viver?
Atrito de Amor



cintia thome

rabiscos...








Imagem: @Cíntia Thomé - Flickr

21 de nov. de 2010

TEXTURA ROSA FLOR


TEXTURA ROSA FLOR

Na textura do amor
Taça em flor
Beba do seio a essência
Nas vestes que te acompanhou

Cálice cálido perfume
A pureza em Cânticos
De amor do que ficou
No olhar duas folhas

No lume das pétalas
Sentem eterna dor
Morda os lábios
De saudade

Não há mal nenhum
Lamber o talo
Sem espinho por quem
Chorou

Cintia Thomé





FOTO FLICKR











Pensem nas feridas como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam da Rosa da Rosa....Vinícius








***reeditando, pois sem tempo e inspiração....




















































.
.....

11 de nov. de 2010


“... Que a luz de teus olhos
tenha um fio de sangue da vontade de viver
e possas respirar em um peito alvo...
Que a Chama das Estrelas, dos anjos
e talvez dos homens conduza ao renascimento
para que o Amor viva e te salve..."

Cíntia

2008









Imagem: @ Cíntia Thomé 2009

3 de nov. de 2010

LOUCA PALAVRA LOUCA




SOZINHA
A PALAVRA INEXISTE

APENAS A LAVRA
DO PENSAMENTO ACEITO
BASTA!

QUANDO SOMOS DOIS
A PALAVRA EXISTE
NO TOQUE DO PEITO
CEM OU SEM PALAVRAS

TODAS AS PALAVRAS
NÃO BASTAM!

NA AUSÊNCIA
UMA PALAVRA É O ABRIR
DO SENTIMENTO

A SAUDADE NO LEITO
A PALAVRA BASTA!

NO ADEUS
A PALAVRA NÃO ROMPE
NÃO DECLARA INTEIRA
O MOMENTO
A MEIA PALAVRA
BASTA!



Cíntia Thomé











*Direitos Autorais Registrados
Imagem:Foto@Cíntia Thomé

27 de out. de 2010

INVEJA




A inveja que sentes de mim
Não é um presente que recebo
Sentimentos dos deficientes
E a doença corrói a si
Não é ópio, é veneno
Doce não se mistura ao limbo
Para chegar aqui recebi muita felicidade
Mesmo na crueldade dos dias
Dos encontros, dos momentos
Das desilusões, dos cortes de meus sonhos
Extrapolou sempre minha alma de esperança
Ganhei sempre, não perdi nada
Não há de se apontar erros ou acertos
Cada um é dono de sua própria estória
A minha superior a tudo
Na pobre imaginação do outro
Ninguém sabe a não ser quem a viveu
Única e de propriedade inalienável
E a minha, mais que vivida e linda
Sem parâmetros, sem igual, sem porquês
Passos altivos pelas veredas sem estranhar
A qualidade espiritual do ser humano
Nunca serei teu semelhante
Na língua o teu olhar de ódio
Nunca catalisarei, receberei
Pois o mal não está ao meu alcance
Próximo e dentro de quem me olha,
Mas não enxerga.
Cego e vazio
Ganhei sempre, não perdi nada



Cíntia Thomé







....

18 de out. de 2010

OFF BIENAL 4 EM SÃOPAULO DIA 26 DE OUTUBRO



Galeria Cidade Jardim

A OFF BIENAL 4 terá suas portas abertas no dia 26 de outubro na GALERIA DE ARTE CIDADE JARDIM, na Avenida dos Tajurás, 236 | Morumbi (continuação da Av. Cidade Jardim), com Curadoria assinada pelo Crítico de Arte Carlos von Schmidt (1929 - 2010), in memorian. Já que von Schmidt deixou o projeto totalmente pronto, fazemos desta mostra também uma Homenagem ao seu criador. A exposição permanece aberta ao público até dia 27 de novembro.

Mostrando a cara da arte atual

A OFF BIENAL 4 é uma exposição de Arte Contemporânea. Seu objetivo é expor e divulgar obras de artistas do Brasil e do exterior, não expostas na tradicional Bienal Internacional de São Paulo. Nas três OFF Bienais, até hoje realizadas, cerca de cento e cinqüenta artistas tiveram suas obras expostas como pintura, desenho, fotografia, vídeo, escultura e instalação. A OFF BIENAL se justifica ao expor e divulgar obras de arte inéditas e originais de artistas do Brasil e do exterior que mantenham com o Brasil relacionamento estreito.

Para esta mostra serão expostas obras realizadas em 2010 de 65 artistas antológicos, consagrados e emergentes. A mostra apresenta uma visão panorâmica dos múltiplos aspectos da diversidade artística e cultural contemporânea da arte que se faz no Brasil hoje. Arte é feita e pronto. Sem temas, alusões, cores escolhidas, conceitos pré-concebidos. A OFF BIENAL vai continuar apesar de não ter mais à frente seu criador. Mas ficamos com a essência da bandeira de arte que Carlos von Schmidt mostrou em 3 edições inesquecíveis. A OFF BIENAL 4 tem a preocupação de expor a obra pela obra e revelar novos artistas. Não está preocupada em ser vitrine apenas para os artistas de países longínquos, quase desconhecidos. Seu maior compromisso vem a ser com os artistas brasileiros, para divulgá-los e promovê-los. Na OFF, o curador está a serviço do artista, mas o artista não está a serviço do curador.

As tendências Off são as que realmente importam porque não estão no contexto de quem inventou o normal, o aceitável. Nem sempre o que está dentro é o certo ou o melhor. Temática? A própria arte vai nos dizer.
Artistas selecionados para a OFF BIENAL 4

Alessandro Giusbertti
Alex Orsetti
Alina Fonteneau
André Crespo
Andre Vasahrelyi
Anita Kaufman
Antonio Miranda
Antonio Peticov
Argênide
Caciporé Torres
Camila Pallavicini
Carla Petrini
Cássio Lázaro
Claudio Takita
Claudio Tozzi
Cleber Machado
Cristina Campana
Dácio Bicudo
Duda Rosa
Eduardo Lima
Elisa Ramos
Erico Santos
Fausto Chermont
Fernanda Eva
Fernando Durão
Fernando Ferreira de Araujo
Fernando Stickel
Gregório Gruber
Guilherme de Faria
Gustavo Rosa
Guto Lacaz
Heloize Rosa
Ivald Granato
José Roberto Aguilar
Ju Corte Real
Juan Esteves
Lorena Hollander
Luana Taylor
Luiz Cavali
Luiz Paulo Baravelli
Maramgoní
Marcelo Neves
Marcelo Paciornik
Marco Stellato
Margarita Farré
Margherita Leoni
Mello Pinto
Neno Ramos
Osmar Beneson
Paulo Queirós
Raquel Taraborelli
Regiane Cayre
Regina de Barros
Roberto Silva
Ronaldo Calixto
Sergio Ferro
Sérgio Mancini
Silvia Titotto
Siron Franco
Sonia Menna Barreto
Sonia Von Bruscky
Sou Kit Gon
Tania Boutaud de la Combe
Vera Café
Walmir Teixeira

Histórico das OFF Bienais

Em outubro de 1996 sob a curadoria de Carlos von Schmidt, curador e crítico de arte (curador da I Bienal Latino Americana, da XV Bienal internacional de São Paulo e da XX Bienal internacional de São Paulo ) foi realizada no Museu Brasileiro de Escultura - MuBE a OFF BIENAL UM. Reuniu obras de artistas brasileiros radicados no Brasil e no exterior que, segundo o curador, poderiam fazer parte da mostra oficial. Em 2006, também no mês de outubro, em data paralela à mostra oficial, Bienal Internacional de São Paulo, realizou-se a OFF BIENAL 2, nos mesmos moldes da anterior, também No Museu Brasileiro de Escultura - MuBE. Em 2008, em outubro, na Jô Slaviero e Guedes Galeria de Arte foi realizada a OFF BIENAL 3, nos mesmos moldes das anteriores e com um sucesso ainda maior. Compareceram no dia da abertura, 1500 pessoas ligadas às artes.

Homenagem

É difícil dar continuidade aos projetos geniais! Mas quando se acredita neles, fica um pouco mais fácil. Carlos von Schmidt foi o criador e mentor da Off Bienal e de tantos outros projetos. É quase caricato fazer esta homenagem mais do que justa. Um cara genial e diferente, um crítico de arte com sua postura nos mesmos parâmetros dos artistas com os quais trabalhou. Nunca se sentia por cima, sempre igual. Por isso é preciso dar seguimento à Off Bienal. De igual para igual. Nada de ter curador acima do bem e do mal.

Comissão Organizadora - Off Bienal 4

Curadoria - Carlos von Schmidt - Professor, Curador e Crítico de Arte (in memorian)
Coordenação geral, divulgação e imprensa - Sônia Skroski - Jornalista de arte
Material gráfico - Claudio Takita - Artista Plástico e Programador Visual
Administração e Publicidade - Neno Ramos - Arquiteto e Artista Plástico
Produção e Montagem - Duda Rosa - Artista Plástico e Designer
Produtora Oficial - BRASIL FESTEIRO

OFF BIENAL 4
GALERIA DE ARTE CIDADE JARDIM
Avenida dos Tajurás, 236 | Morumbi (continuação da Av. Cidade Jardim)
Tel. 2359-1402
Data abertura: 26 de outubro de 2010 às 20 horas com coquetel para convidados
Data encerramento: 27 de novembro de 2010
Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 11 às 20 horas
Aos sábados das 11 às 15 horas
TODAS AS OBRAS ESTARÃO À VENDA
Manobrista na porta (fácil achar vagas nas imediações)
Acesso a deficientes facilitado



...

7 de out. de 2010

4 de out. de 2010

onde tudo se congela


Quando não há primavera
uma mais para ser dita
onde tudo se congela
onde se espreme flor
e de lá a saudade se apresenta
e a mesa, em meus olhos,
é a própria avenida
já gasta e percorrida
onde tudo se congela
até os molhados versos
que faço a você
são alimento frio

cíntia thome




















Imagem: Tela de Antonio Henrique Amaral

1 de out. de 2010

HORA GRANDE

Tela - Francis Bacon



Minh’alma não se degrada
Não há líquido que faça derreter
Transforma-se, não enferruja
Descasca-se, enruga
Brilha metalizada
Quando a água vem e vem
Regendo orquestras
Do que pulsa, do que resgata
Há cheiro dócil da terra
Cio da carne, amor pleno
ciclos e suas ogivas
Estelar azulada, púrpura
Corre veia, veio, rio
entremeio de refrões
Dorme minha alma branca
à hora grande, até a chegada
Do outro ponteiro
da meia-noite
do meio-dia
Expurga sentidos
Lágrimas das mágoas
Mesmo ferro
Mesmo massa
Mesmo sangue
Não enferruja
Porque saliva
O Divino vinho



Cíntia Thomé


























****Tela - Francis Bacon

28 de set. de 2010

Gota


Gota gota
Conta-gota
Gota conta
Tempo d'água vida
Seca hora, seca dia
Seco chão
Junta garrafa
Esvazia-se o dia
Garrafa se junta
Garrafas mil
Amor lambido fica
Transparente vaza
Vaza boca, vaza olho
Ali fica vidro
Vidraça embaça
Mágica agonia
Ironia
A espera também ia
Seca ao chão
Trinca
Corta
coração
jorra cacos


cintia thome












Foto@Cíntiathome

25 de set. de 2010

AQUARELA DE VAN GOGH

AQUARELA DE VAN GOGH

Cortei as unhas
Pra não arranhar tua incompetência
Cortei os cabelos
Pra não surrar-me no teu pecado
Imolação na tua covardia
Pintei-me de vermelho
Para não amar a tua falta de vergonha
Pintei-me de amarelo
Para adoecer a tua maldade
Pintei-me de roxo
Pra odiar a tua vaidade
Cortei as mãos
Para não poetar o teu fim
Raspei os pelos
Para não eriçar tua podre carne
Estanquei a ferida maldita
Para não sangrar o teu mau caráter
Furei meus olhos
Para não chorar tua imagem
Cortei os dedos
Para não apontar teus defeitos
Cortei as orelhas
Para não escutar teu adeus
Cortei minha língua
Para não cantar a dor que me causou
Arranquei meus pés
Para não chutar tua alma
Rasguei minhas roupas
Para ficar nua frente à tua pobreza
Arranquei meu coração
Para perpetuar a tua culpa
Lavei meu corpo
Para limpar a raiva de tua soberba
Pintei-me de pálido branco
Para você morrer em paz dentro de mim
Agora... O que quero de mim?
Renascer transparente
Sem teu amor dentro de mim
Sem teu ódio dentro de mim
Sem ter que matar-me...
Tantas vezes...






Cintia Thomé


2005/06













Imagem - Tela de Siron Franco - Figura Feminina,1977

22 de set. de 2010

paredes eleva-dor


No solto linho alinho minhas mãos
As agulhas, os dedos, meus dedais
As luvas...
Com combinação atrevida
Deito-me na nação das cidades que habito
Rendilho, faço nós, dobro esquinas
Esparramo cetins vermelhos
Sinal que fecha, sinal que abre
No leito, nesse oferecido deleite
no respeito a janela
o parapeito de tua pálpebra
teu medo de soslaio pressinto
Na renda, no emaranhado de tuas perguntas
No meio da noite, no meio das pernas
Em toda parte que alinhavo
No que não consegues decifrar
Nem com minha boca costurada na tua
Nem com meu olhar no teto
Soltando fios, fios, ais, ais
Corre abraço bordado nas paredes
Na sombra, desenhamos nos olhares
Os gritos animados, duete
Uma animação muda
Na madrugada poucos círios
Lâmpadas, faróis... leve lume
Apenas a cortina desse cinema
Desprende-se a sombra, movimento
As paredes acordam pálidas, nuas,
Ah!Infelizes!
Não se acham os laçinhos, laçarotes, nós... religare
Nas mãos fechadas no corredor
Eleva-dor
Desce, desce elevador
só se sente aperto, apertado o dia
lá fora, embora...
lá fora, embora...


Cíntia Thomé





























Foto: Google - R.Martins

Na temporã manhã


Na temporã manhã
Nas temperaturas
Nas aventuras
Na aventurança
No Tempo,
No tempero
Na pimenta
Nas lembranças
Na temperas do amor
Nas têmporas
Nas tempestades
Nas tentativas
Nos atentados
Nas temeridades
A tua saudade detida
De mim. De mim
Pena



Cíntia Thomé




jul 2008




Foto @ autoria Cíntia Thomé - Flickr

12 de set. de 2010

ZIPPER GALERIA, UM ESPAÇO INTELIGENTE EM SAO PAULO


Fábio Cimino, na abertura de sua Zipper Galeria

Zipper é a nova galeria de São Paulo, focada em novos artistas. Conduzida por uma equipe que há décadas atua no sistema da arte brasileiro, Zipper quer apresentar a arte de quem ainda não é conhecido: detectar o novo quando ele estiver brotando.

Fabio Cimino, Danilo Beltran, Melina Valente e Lucas Cimino unem experiência de atuação tanto no mercado quanto em instituições de arte e uma grande curiosidade pelo que estar por vir na arte contemporânea.

Tecnológica desde o projeto arquitetônico até a diversificação de mídias de acesso a informações sobre seus artistas, Zipper está sintonizada com o espírito de seu tempo em conteúdo, forma física e presença virtual no sistema da arte mundial.

Zipper oferece condições para a exposição e continuidade do trabalho de um grupo de artistas brilhantes que você ainda não conhece.
Com um prédio localizado nos Jardins, especialmente renovado por Marcelo Rosenbaum para abrigar exposições, acervo e áreas de convivência, Zipper conecta seus artistas a colecionadores renomados e a jovens colecionadores interessados em viver cercados pela arte de ponta feita no Brasil.

Unir a mesma geração de artistas e colecionadores é um dos objetivos principais da Zipper, uma galeria ágil e acolhedora, que abre o mercado da arte brasileira, encorajando a formação de novos públicos e novos produtores de arte.


exposição inaugural
A primeira exposição de abertura, hoje, dia 11 de setembro, às 12 hs, é da artista plástica ,Flávia Junqueira. ‘A Casa em Festa’. Flávia Junqueira concluiu sua graduação em Artes Plásticas pela FAAP, São Paulo, em 2009. Nos últimos meses participou da exposição do Prêmio Energias da Arte no Instituto Tomie Ohtake, da exposição anual de formandos da FAAP e na SP ARTE 2010.

Rua Estados Unidos 1494 Jardins

9 de set. de 2010

POEMA DE FERREIRA GULLAR PARA SIRON FRANCO

AZUL E NEGRO





AZUL E NEGRO



Ver é delírio.
Como dizê-lo?

O azul é noite
o azul é morte.
Como sabê-lo?

O azul é negro
no seu cabelo.

Ver é delírio.
Bastasse vê-lo
o azul é negro
ardendo aceso
no seu carvão.

Ver
pode ser
azulcinação.

Ferreira Gullar

Poema de Ferreira Gullar à pintura de Siron Franco



Fotos: Obras de Siron Franco

EXPOSIÇÃO 'SEGREDOS' DE SIRON FRANCO ABRE AMANHÃ, DIA 10/09 NA VITRINE CAIXA CULTURAL CONJUNTO NACIONAL AV PAULISTA, SP