"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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7 de ago de 2011

NO ATELIER DE PORTINARI





*Saindo da Exposição "No Atelier de Portinari" - no MAM-SP

NO ATELIER DE PORTINARI


Quisera os campinhos
terra árida, batida, vermelha
meu pé em sua calçada
a frente a pracinha verdejante
perto da matriz
ser ainda feliz
na sua casa
na minha casa
com afrescos de S. Pedro
Santa Luzia
Na Brodósqui alegria
que ali orei
pensando na vida
pedindo por ela
na pequenina capela
na minha simplicidade
na nossa
no entanto, sua cidade
tomar café
de bule
no fogão de lenha
em perfume de cores, o Portinari
e não aqui
nas paredes tão frias...
Brodósqui, brodósqui
sei que não estou mais ali
e muito menos aqui...




Cíntia Thomé

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