"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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18 de mai de 2011

atrevida




atrevida


Na avenida atrevida
Na travessia da vida
Corre e morre
Toda a agonia
Vem a alegria
Do passo
Em compasso dos faróis
Nossas mãos e leveza de nós
A começar a estrada
Ao meio do nada
Da escuridão
Do salão só a noite
Tanto açoite
Nossos ombros a tocarem-se
Atritos das estrelas
O beijo a calar
Pingo d'água
Onde a caminhada
Ainda é de ida
Toda vida
Bem longa
Outra vez

Cintia Thomé



















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