"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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23 de mar de 2010

MORRER DE RIR


MORRER DE RIR

Você que eu amava
Nada igual, sempre assim
ser eclético
Parecia patético
De morrer de rir
Conduziu um samba
Numa nota só
Dó, ai que dó
Apenas sombrio
Na pele
Sem azul anil
Sangue
Sem marca
Sem brilho
Sem brio
Dó, ai que dó
E foi só





Cíntia Thomé




Imagem AUGUST RODIN

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