"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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8 de jan de 2009

TRISTEZA

16/12/08

Preciso subir na montanha
‘para lavar minhas pálpebras na chuva’


Imagem: Jose Maria

Não tente desbravar meu mistério
A gruta e meus sussurros
boca, saliva amarga
Não garimpe os veios
O olhar silencioso
Minhas paredes de pedras
Palavras de jade apagadas
Minguaram com a solidão
Não brilharão prata e ouro
O tempo dourado já roubado
desnudo e na escuridão
O vento
Já veio
Levou o segredo
Tudo embora.


cintia thome

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