"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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4 de jan de 2009

*CHAMPAGNE PERFUME*

16/12/08




CHAMPAGNE PERFUME


Rosas champagne
Inebriam a alma solta
Cálices de espasmos
Coração gozoso
Elas não falam
Borbulham gasosa cor
perfume
Cheiro
Cabe nas unhas pálidas
Na bêbeda vida
Da louca gata, leoa
triste face menina
No espelho leonina
Na página doída arranhada
Desejo, esse feroz castigo
Pétalas lambidas
Entreaberta boca
Agridoce saliva
Encerro capítulo
Amor sem nexo, uma presa
Fecho o cio
Animal
Lívida
Expiro
Champagne...

Cíntia Thomé




Foi forte o castigo...
(sem esse mar de rosas...champagne)



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