"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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16 de out de 2011

canto e meio inexistem


não tenho lugar algum
sou gata
borra olheira
vou a cada canto
inexistente
vazio
pelo ar
pelo mar
sem calcular
não tenho lar
o que fui
inteiro
todo amor
como cair, como ficar
se tudo cala
não passou
poderia ficar todo meu
não tem calha
continuou
menina-mulher
quase nada
pois tudo ficou
no centro de mim
minha sombra
a minha própria sombra
foi ao meio
nosso amor ao largo
rasgo vazio
onde está o meio?







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