"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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28 de mar de 2011

Poética





De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.



Vinícius de Moraes











Esta semana, termina meu 'inferno astral' e assim nada melhor
do que reler um dos mais bonitos e primeiros poemas que li menina...e hoje conjugo
que a partir de então sabia que ali era eu...






O corpo que deitar, a alma quer estrelas
Vê se volta pra mim, não faz a mesma besteira
De acreditar que é feliz
Que o amor é uma brincadeira
A luz apagou me tira daqui
Quem sabe esse amor
De noite sorri
Pois será como um filme que a gente dormiu...
Noite de luar...
Diz pra mim...

(Musica - tunai/claudio rabello)

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