"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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23 de jul de 2010




Reveste-me líquida, uma enxurrada sem destino...
Em véu de noiva, em cachoeira lapidando pedra...
qualquer rosto, talvez Deus
Não quero ser perfume evaporando e nem bolhas de sabão, nem mais os sais das mágoas...
Quero água... água! Quero a maestria do tombar das ondas
Ser água ferida pelo resvalo nos grãos de areia
Ardendo de amor, ferver líquida como todo esse Universo que apenas eu posso ver...
Talvez quem sabe, Deus...meu Deus também sem destino.












.....................Imagem Guaecá- Litoral Norte S.P.

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