"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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24 de jun de 2010

DIVINA HARMONIA


DIVINA HARMONIA



Assim eu quero
Sentir sua mão na minha
Sentados na soleira de uma porta aberta
Ao lado um pé de guiné
Corações tranqüilos
Olhando o sol invasor na mata
O vento uivando nesse coito de amor
Seremos vigias
Dentro de nós
Querendo essa divina harmonia
Sem agonia
Sem qualquer ira
Com voltas sem idas
Com a alma doida de tanto querer
De tanto amor por amor
Na soleira da porta aberta
Sentados
A minha mão na sua
Tendo certeza que sempre
Sempre serei tua
Seremos um
E o mundo...
Em divina comédia.


Cintia Thomé


1982

Livro: Olhos de Folha Minha - Saraiva



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