"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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26 de mar de 2010

ESCREVER EM TINTA QUALQUER ESSE AMOR



ESCREVER EM TINTA QUALQUER ESSE AMOR



Como pontas do grafite
Risquei com unhas
os muros da cidade
Foi meu hit, essa flor
Rabiscar e brincar, brincar
O papel corria no desenhar
A vida no desdenhar
Na ponta do lápis
O sofrer da tinta
no tinteiro, um mundo inteiro
No escrever da máquina
Sendo esperta, a moderna
Eclética, na elétrica, etc...
Muito ardor pelos fios
No computador, ai que calor!
olhar neutro no monitor
fui com todo meu it
Com ritmo de amor
Com os dedos em riste
Às teclas dando o tom
A rima da rosa e prosa
Das ondas do Arpoador,
no vácuo dos meus pés
nas pedras, ai que dor!
Que seja lenta, motor
Mas alto e em bom som
A letra na velocidade
Dessa felicidade
Do disco voador
O piloto
No automático
A estória desse amor



Cíntia Thomé












Imagem Mariah - Olhares.

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