"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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29 de nov de 2009

TUDO SENTIR




TUDO SENTIR (Cíntia Thomé)


Quando vejo o céu,
Não vejo coisa alguma
Quando vejo o mar
Não vejo nada além
Quando vejo luz
Os olhos cegam
Quando olho a sombra
Nada vejo às costas dela
Quando vejo uma lápide, laje
Colmada de presas heras
Não permanece vida ali
Nada existe
Pois teu coração
Está dentro de mim
Sentido
Mas não o vejo mais


Cíntia Thomé





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Imagem - autoria Cíntia Thomé






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