"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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19 de jun de 2008

ASAS NOS CÉUS


ASAS NOS CÉUS

Uma malícia, quem sabe delícia
Não pude julgar, estava estremecida
Fremente nas ondas das veias
Solta como fio de meia
Perdida no resgate já morno
Uma labareda, vencida
Por amor tecido
Bordando em brilhos coração
sua mão dizendo a que veio
Acenando seu corpo vagabundo
Um mistério, louca razão
Na mais desmedida paixão desse mundo
Fatídica em dizer que era o Amor
Assim sem dia, sem medida
Leveza no ar, olhos se beijando,
Nascendo asas nos céus
Sua boca no meu céu
No meu céu sua boca
Nos nossos céus da boca
Cânticos...



Cíntia Thomé

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