"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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17 de jan de 2008

PASSAREANDO




Parada desfaço-me
Vou para o espaço
Onde as nuvens são brancas rosas
Plano no infinito, solto-me.
As possibilidades mil
O sopro do vento na face
Sentir que estas ali
Com tua mão carinhosa
Flutuando ao meu lado
Pra ser feliz
Pra ser feliz
Tão perto de mim
Passareando o canto
Das claras manhãs
Felicidade resgato
Dançamos em algodão
Em volta da fogueira Sol
Meu coração queimando
Anunciando nosso amor
Mas quando a tarde vem
Despede-se de mim
As brasas se recolhem
Atrás das montanhas
Luzes mergulham no Mar
Meu coração derrama-se
Deixam-me só
Aterrisso
Na escuridão azul
Sonhando que
Pra ser feliz
Pra ser feliz
Posso dizer
Durma bem
Ore
Até amanhã...

2002

Cíntia Thomé

Passareando: não existe esta palavra, verbo. Pode-se dizer "licença poética, minha."


*Direitos Autorais Registrados.

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