"A profundeza abissal da palavra declamada ecoa nítida na linguagem abstrata das mãos (gestos prontos), e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo, derramado sobre a mesa o poema ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho" (Júlio Rodrigues Correia)
Lá vai meu galo Direção galante Lá vai ao vento da memória Nas aldeias e cidades de mim Profeta siga seu canto Pois navego a deriva Há chuvas e raios Venha só Vem, vem marinheiro como minha cotovia
Plantei uma rosa no chao do coração Com folhas embrutecidas Mãos minhas secas Áridas... vida seca Pelo tempo sem vestes Sem coalho, leite Até quando áspera Areada estio Não serei regada Por esse amor hostil Que tem água ?
Tem água Só um grito Um balde d’água Berro d'água Colírio Na minha retina perdida
cintia thomé
o/s/t artista Maria Luiza Bressan - Site Artistas Barcelona - Apenas divulgação e ilustração.