"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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12 de ago. de 2010

certeza




Não preciso sonhar
Pesadelos são guardados
Uma manhã resvalada
fumaça das velas
O fogo do sol de São Jorge
Queima o descontentamento
Há flores na janela
Abre alas
a Você
última partida
agora sempre
todo dia, todo dia
a certeza
de sua vinda perfumada
sempre próxima
chegada









Imagens: Cíntia Thomé Orquideas - 'Flores que Ganhei' - 2010