"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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4 de dez. de 2011

A TAÇA É SUA ! ADEUS BRASILEIRO SÓCRATES



VAI SÓCRATES.... DE COSTAS NESSA GOLEADA PARA O LADO DE LÁ...









VOCÊ SEMPRE FOI FEITO DE CÉU.







GUERREIRO, MEU ADEUS QUERIDO










































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9 de jun. de 2009

O AUTOMÓVEL






O AUTOMÓVEL

Correr era preciso
Pra encontrar-me
Uma vez mais
A velocidade do vento
Conquistou-te.
Encontraste o destino
Correr não era preciso
Estaria eu todo o tempo
Olhando pardais...
Teu fim
Fez-me ir
Ausente com o nada mais.


Cintia Thomé












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26 de abr. de 2009

ATRÁS DA RETINA



Contemplar obras de arte
Correr museus e galerias
Assim um catálogo de A a Z
Dos momentos insanos
Do outro
Mas atrás da retina
Sua obra de Z a A,
Labirintos, pegadas, riscos
Cores contemporâneas
Fotos instantâneas
Da estória
autoria sua
Não vês ainda mistério
interior coração
sanguínea sangra
se é vermelho, incógnita
tão vazio, cego
atemporal
como todas as artes
artimanha
igual
de todo artista

cintia thome










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25 de abr. de 2009

Quando Cíntia Chorou I

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"...quem sabe, Nietzsche não tivesse chorado tanto
se tivesse conhecido você desde os tempos já tão idos como eu.Você é gloriosa. É o bem entre o mal, se eu não houvesse optado por uma vida livre com certeza eu me chamaria Mário Thomé E não este tão sem graça nome que carrego. A minha admiração por você é além da carne e desse chão, ultrapassa qualquer palavra a não ser a palavra Deus. De coração te amo.
Amsterdam, 07/04/2009
Mário P.








trecho de uma longa carta de um amigo querido,depois de ler meu livro Olhos... e o rascunho do meu próximo livro, Escritor,que hoje mora longe de mim, que conheço dos anos da Casper e de São Paulo, época das felicidades guardadas. Infelizmente não posso dizer o nome, pois a carta foi pra mim, mas só aqui coloco seus dizeres pra eu me sentir feliz e bem e não esquecer de palavras de quem gosta de fazer uma amizade crescer a cada dia e sempre saudade.
Chorei e muito
obrigado Mário...






Imagem: Altavsta

16 de mar. de 2009

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LIMITE
23/02/2009


Empurraram-me pra fora
Seguistes o caminho afora
Na velocidade
Sentastes na poeira lunática
E esperastes a volta
Carregado pelos cabelos
Forçado pela bipolaridade
Entre o bem e o mal
Era só o bem, eu sabia
Os limites sufocaram
A bondade em teu adeus,tua ida
Um boneco de pano, menino
Eras leve, fácil joguete
Uma bola, peteca, pateta
Um foguete azul
Estrela embaçada in vitro
No para brisa, um pingo
Um fogo de vela
Extinguiu-se aqui
O caminho é feroz
Chorei lá fora na demora
Entre as pedras do meu rosto
Que vertiam água nos trilhos
Um rio implacável, atroz
E o raio de Luz
Era a roda do tempo
Minguando nossa verdade
A rosa dos ventos
Perdida na saudade
Ainda tão
Veloz


cintia thomé











SOM DO OLHAR
23/02/2009


No olhar sou outra
No meu olhar és um pássaro
Nos olhos de folha voas
E aqui as folhas caem
Pranto
Ouça...

Cíntia Thomé


2008














PRIMEIRO AMOR
‘ tão intenso, meu primeiro amor
tão meu, tão meu, tão meu
fogo que flameja o coração
ardo, ardo de intenso amor
sou-me, sou-me, sou-me
em ti, completa
flor do meu primeiro amor
Primavera de mim, amante profeta
teu beijo, lamina-me aquele Inverno…
foi na tua folha que o amor me veio ‘

Autoria: NãoSouEuéaOutra



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.Imagem - Olhar de Cíntia(fragmento-detalhe) por A. Hernandez - Portugal - NãoSouEuéaOutra
Imagem - NãoSouEuéaOutra

18 de fev. de 2009

LAÇO DE CETIM


Estico o dedo
A minha asa quebrada
E resvalo a tecla
Alinhavo, bordo uma mensagem
Palavras, uma pequena lavra
Pra dizer que ainda
Tenho penas que voam
Não tenha pena de mim
as unhas ainda crescem
Riscarão o céu
com meu nome
talvez leve comigo o seu
sei aonde vou
Sou passageiro, vou passajar,
Furar este azul
Ele é tão bonito,
É azul, é azul!
E as chuvas dos lençóis
A cama branca lágrima
Essa vida imensa, vida breve
Onde padeço
Vou abandonar
As horas, os ponteiros
Não mais mereço
Ainda um poema ponteio
De passarinho
De receio
Do medo da dor
Em mim
Coso para você
Um carinho
Um laço de cetim
No último buquê
Canto de amor



Cíntia Thomé

" Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve..."


Cazuza - Lobão







Dedico a Cazuza, um passageiro em minha vida em 1986/87,encontros casuais no Baixo...













IMAGEM A HERNANDEZ

24 de nov. de 2008

JASMINS MOFADOS


JASMINS MOFADOS



ESCUTE AQUI

Sobrevoe no caudaloso céu que só aqui resvala
A negritude do bem que sepultas
Com as ervas daninhas que fazem cócegas
Aos pés da pedra filosofal
Que transcende a alma e o limbo das línguas
Nos véus a esconder a vergonha de ter sido vida
No ventre, aquela seiva úmida das folhas manhãs
Conduza o vento a tocar a lira da próxima noite
Em finos jasmineiros e cravos mofados
Arranque as penas dos corvos famintos
Que espreitam a vinda do próximo habitante
Orvalhe os olhares das madonas
Monas, Monalisas que repousaram os cílios trêmulos
Em sua boca, gosto da falsa saudade
No cântico dos cânticos das uvas maduras
Que deleitaste
antes de um sono fugaz outrora
Respingam as hastes das videiras em negro leite
Rosários
Maculando a sua mão que condenou
Anunciou os poucos dias da amada ninfa
Seu amor range dentes, delata teu pecado
Seus olhos nada mais verão nos meus
A face já é sem a boca que queima
E não contempla as estrelas e sóis
Olhos sem meninas girassóis
Não segure as mãos juntas, pois sangue escorrerá frio
Pois elas espalmadas protegem as folhas de outonos.
A liberta carne em mármore
O oco útero, ninho sementeira
Este enlace eterno e derradeiro
Vida e tempo
Mãos descansam na última oração
Por ti, Amor
Que aqui não morre,
Mas desaparece.




Cíntia Thomé



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