"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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10 de mar de 2011

sábados não existem





os sábados existem?
são risos incontidos
sol ou cinzas?
tudo em cores
para achar caminhos que me levem
a cata de tuas palavras
que devo ficar bem, tão bem?
rir de mim e lembrar de você
abraçar você nas curvas das minhas lembranças
um sol morno e pensar
no que voce dizia
que morrer de amor
no sábado não seria
seis horas, a hora injusta
apaga o possível
de mim e de você
sei que amanhã, domingo
vou chorar
porque devo ficar bem, tão bem
morrer na saudade
do sábado que já voce não tem
naquele que faltou
não existem mais sábados
que voce dizia
sorria, sorria










cintia thome




















imagem: @cíntia thome

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