"A profundeza abissal da palavra declamada
ecoa nítida na linguagem abstrata
das mãos (gestos prontos),
e o atrito dos dias confunde as cicatrizes do tempo,
derramado sobre a mesa o poema
ignora nas pálpebras o pesadelo do sonho"

(Júlio Rodrigues Correia)





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29 de out de 2010

ÁRIAS



ÁRIAS


Naquele olhar de simpatia
um verde solidário lá havia
Uma esperança aberta
Um sorriso que implorava
Contentamento, gente, calor que falta
No peito jaz fria uma gente querida
Que não responde ao toque lá fora
Refreada solitária
Morrendo a harmonia
fogo dos dias ao canto das árias
Das minhas diversas
Marias
Pois já foi a hora
Daquela alegria contida
Distante agora,
quase vazia





(Maria) Cíntia Thomé

































Foto@Cíntia Thomé 2009

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